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CADERNO DE GEOBIOLOGIA

A VIDA EM HARMONIA COM O AMBIENTE
Instruções práticas e orientações sobre a casa saudável da família agrícola e das famílias urbanas
José Carlos da Silveira
Engenheiro Agrônomo, Mestrado em Fitotecnia pela Universidade Federal de Viçosa/ UFV, Homeopata.
Assessoria Técnica: Daniela Boanares de Souza Adalgisa de Jesus Pereira
Esta publicação é parte do Programa de Extensão “Divulgação das Plantas Medicinais, da Homeopatia e da Produção de Alimentos Orgânicos”.
Projeto – “Divulgação da Geobiologia e da Agroecologia coadjuvantes da Homeopatia visando a qualidade de vida”.
Universidade Federal de Viçosa/Departamento de Fitotecnia Patrocínio: CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico)
Projeto 558358/2009-8: – “Ensino e Partilha de Experiências em Plantas Medicinais, Homeopatia e Produção de Alimentos Orgânicos”

Originalmente, quando o ser humano ainda tinha todas as bases e referências na natureza, somente os fatores naturais eram relevantes na saúde e na harmonia do habitat. Daí o nome Geobiologia, Geo (influência da Terra), Biologia (estudo dos fenômenos vitais).

Nos anos recentes tem aumentado bastante o número de pessoas interessadas na vitalidade vibratória dos ambientes onde vivem. Basta ver o número, cada vez maior, de reportagens sobre o tema em várias revistas de circulação nacional tratando de Geobiologia e Feng Shui.

É importante que nossa casa e nosso posto de trabalho estejam em harmonia e equilíbrio, assim o ambiente será de fato saudável. O psiquismo é também fator a ser considerado. É relevante manter a harmonia psíquica no ambiente. Sabemos que não é tarefa fácil, já que a mente das pessoas é bastante flutuante e nem sempre consegue manter os pensamentos no padrão de harmonia. Além disso os ambientes que frequentamos recebem ações de outras pessoas a nossa volta, cada pessoa com seu próprio padrão mental.

Estamos cada vez mais distantes de nós mesmos e do nosso habitat, estamos perdendo a consciência do meio onde vivemos!

Neste caderno será enfocada a Geobiologia como a ciência que trabalha as energias ambientais, tanto de ordem psíquica, quanto de outra natureza (veios de água subterrânea e linhas de cruzamentos nocivas à saúde do ambiente e dos organismos vivos). Será feita a abordagem consciencial dos fatores não físicos causadores das doenças não detectáveis pelos métodos convencionais vigentes. 

A Geobiologia, tal como é conhecida atualmente, surgiu por meio da observação de alguns médicos europeus alemães. Com destaque os médicos de família, que naquela época percebiam problemas com os pacientes. Os médicos encontravam en- tre seus pacientes alguns casos de câncer, tratavam a pessoa, que infelizmente acabava morrendo. Anos depois atendiam outro membro da família e descobriam que estava com câncer também. Sempre tinham na lista de óbitos os mesmos problemas registrados das pessoas que habitavam o mesmo local. O médico da família tratava a mãe que tinha câncer. A mãe morria. Cinco anos depois, a filha estava exatamente com o mesmo câncer, que com a morte da mãe, tinha passado a dormir na cama principal. A esposa, que perdera o marido devido ao câncer, tinha se casado novamente e o segundo marido, que dormia no mesmo local do primeiro, manifestava também a mesma doença.

Diante de muitas “coincidências” radiestesistas foram contratados e convidados a pesquisarem. Avaliaram estes locais, muitas vezes sem prévio conhecimento do ocorrido naquele ambiente (mortes por câncer), mas misteriosamente as varas radiestésicas, as forquilhas se movimentavam nestas casas, denunciando problemas nos locais. Desta forma surgiu a Geobiologia.

É a ciência que trata da interação dos organismos vivos com o meio que os rodeia. Também conhecida como medicina do habitat, essa ciência tem o foco principal na criação ou reorganização de construções saudáveis, geradoras e mantenedoras da saúde do meio e principalmente das pessoas que habitam esses ambientes.

Os indígenas, apenas com o uso da forquilha procuravam veios de águas subterrâneas e locais de perturbação energética. Os índios já praticavam o que é denominado atualmente Geobiologia. Os romanos, antes de construírem as cidades deixavam animais pastando por um ano nos locais desconhecidos a fim de observarem os efeitos daquele local sobre estes animais.

A geobiologia nasceu dos estudos e observações de radiestesistas que comprovaram a relação causa-efeito entre exposição às emanações telúricas e as alterações na saúde. No início somente as energias telúricas foram consideradas, por isso a nova ciência foi denominada Geobiologia. Estudos posteriores com- provaram que as energias cósmicas também interagem com os organismos vivos e foi proposta a denominação de Cosmo geobiologia. Mas não só a Terra e o Cosmos emitem energias que interagem com os organismos vivos, mantendo a saúde ou gerando doenças. Também as construções, os aparelhos elétricos e eletrônicos, a rede elétrica, as vias férreas, ruas e casas, os objetos que nos circundam, o campo mental das pessoas e as energias negativas podem afetar nocivamente a saúde dos organismos vivos.

Por isso a Geobiologia pode ser também denominada “Ecologia Bioenergética”, pois estuda exatamente a interação energética entre o ambiente e os organismos vivos.

Atualmente a Geobiologia aborda também fatores de influência artificiais. Isto porque a cada dia novas tecnologias, técnicas e materiais, estão disponíveis ao ser humano. Na maioria das vezes as tecnologias são idealizadas visando a praticidade, a funcionalidade e a economia. A relação das novas tecnologias com a saúde humana está sendo esquecida. A Geobiologia contém os ensinamentos tradicionais de culturas antigas (celtas, egípcios, chineses, romanos, etc.) que sempre buscavam a relação saudável com os ambientes onde realizavam suas funções.

Nas culturas antigas a observação dos fatores físicos e energéticos naturais dos ambientes era pré-requisito na construção de qualquer edificação, ou até mesmo na ocupação temporária de determinado local. A posição do sol, o relevo, os veios subterrâneos de água, as falhas geobiologias ou geológicas eram todos considerados ao arquitetar, construir ou habitar determinado ambiente.

Os romanos soltavam vários grupos de ovelhas na região em que pretendiam construir. Depois de determinado tempo escolhiam ovelhas nos grupos que dormiam em cada local. Essas ovelhas eram sacrificadas e seus fígados analisados. As ovelhas que tinham os fígados mais saudáveis eram aquelas que dormiam e pastavam em locais com menos influências maléficas. Os romanos escolhiam esses locais e construíam suas edificações.

Os antigos chineses conheciam técnicas de criação de ambientes saudáveis, por meio do uso de técnicas de Feng-Shui, considerada ciência e um dos pilares da respeitada e tradicional medicina chinesa. Pelas avaliações das formas, relevos, magnetismos, direção dos ventos e pela posição dos veios de água e pela qualidade da água, os sábios chineses determinavam o melhor local a construir ou dormir, além de direcionar as janelas e as portas. Consideravam também as influências das energias das estrelas, das constelações, e também dos veios subterrâneos de água, nominados “veias do dragão”.

Os antigos construtores celtas sabiam exatamente onde construírem. Faziam também o tratamento dos ambientes. Erguiam enormes megalíticos (pedras) que agiam como agulhas de acupuntura na Terra e assim manipulavam de forma favorável as energias telúricas.

A maioria das catedrais da idade média foi erguida em lo- cais com grande influência de energias telúricas pois assim dinamizavam o estado de consciência dos fiéis. Desse modo a religação com o Divino era favorecida.

A Geobiologia começou a ser vista de fato como ciência desde o início do século XIX, quando médicos e cientistas começaram a comprovar a relação das energias telúricas e geomagnéticas com a ocorrência de doenças, principalmente o câncer. A partir daí a relação entre o habitat e a saúde do habitante tornou-se óbvia. Na década de 80 a OMS (Organização Mundial de Saúde) considerou que os edifícios podem ser agentes de saúde. Mas podem possuir a Síndrome do Edifico Enfermo, gerando doenças nos usuários.

Os locais energeticamente enfermos alteram nosso estado de saúde. As interações desordenadas ou mal direcionadas dessas energias nocivas podem provocar a estagnação do fluxo energético e causar doenças. Também causam dificuldades na atividade profissional. Estas energias nocivas não são perceptíveis pelos sentidos básicos dos humanos. Já é sabido cientificamente que os aparelhos eletroeletrônicos também interferem em nossa saúde. A exposição contínua a estas energias nocivas causa danos físicos e psíquicos.

Grande parte da teoria da geobiologia foi comprovada cientificamente em experiências de laboratórios, sendo inclusive ensinada em universidades e em cursos de pós-graduação a arquitetos. A Geobiologia é portanto reconhecida como ciência em universidades de vários países da Europa, como Espanha, França, Suíça, Suécia, Alemanha além da China e da Ásia.

Os governos desses países exigem que antes da construção de prédios seja feito o levantamento geobiológico por arquitetos especializados em radiestesia e geobiologia. A intenção do Go- verno é evitar gastos futuros com planos de saúde da população. Os profissionais da área sabem que é fundamental construir em locais saudáveis. As pessoas passam boa parte de suas vidas nesses locais. Assim devemos evitar construir quartos e escritórios sobre locais enfermos. Evite deixar sobre estes locais: camas, es- crivaninhas, macas de terapia, móvel utilizado pelos humanos por mais de duas horas diárias. Evite locais enfermos.

Em 1992, o Instituto Kaloriska de Estocolmo na Suécia, com apoio do Governo realizou extensa pesquisa, em 500 pessoas, que habitavam ou estavam próximas das moradias ou trabalhavam a menos de 200 metros de cabos de alta tensão elétrica. Foram constatadas patologias tais como: leucemia infantil, câncer da medula e no cérebro.

O Físico Alemão, Robert Endros, estudou as alterações no sistema endócrino de pessoas. Primeiro, as pessoas expostas em zona neutra (local saudável). Em seguida estudou casos de pessoas dormindo ou trabalhando sobre “forte corrente de água subterrânea, juntamente com o cruzamento das Linhas Hartmann”. Foi constatada alteração na tireoide, suprarrenais (as quais são estimuladas), pineal, timo e nas glândulas genitais. Foram constatadas debilidades e alterações metabólicas.

O ambiente torna-se adoecido quando o fluxo energético está obstruído, estagnado ou poluído. O ambiente adoecido prejudica as pessoas que ali moram ou trabalham. Tais adoecimentos estão relacionados com a alteração do fluxo vibratório.

Tudo no universo vibra (possui cor, tom ou sonoridade), desde o átomo até a mais longínqua das estrelas. É através desta vibração ou tom que os instrumentos radiestésicos captam as energias emitidas pelos objetos pesquisados. Todas estas vibrações e energias ocasionadas pelos corpos podem ser medidas por meio da Radiestesia. Os instrumentos da radiestesia são simples e de baixo custo. Nos organismos humanos, o desequilíbrio energético ocorre por inúmeros fatores, desde a alimentação, lugar onde mora e trabalha, até o que sente, pensa, acredita, mas principalmente, com quem se relaciona ou vive.

Se forem considerados os dados das pesquisas geobiológicas dos locais, os funcionários das empresas irão trabalhar tranquilos, desenvolverão melhor a criatividade, terão maior produtividade, sem estresse ou depressão, entre outros distúrbios. Acidentes de trabalho que muitas vezes são gerados por emissão de energia telúrica, falhas geológicas, lençóis freáticos, podem ser evitados.

O objetivo da Geobiologia é propiciar ambientes saudáveis e harmônicos que geram boas parcerias, coleguismo entre funcionários resultando em excelente desempenho da empresa porque o ambiente está livre das energias nocivas.

Que energias nocivas são essas? São várias energias: de cruzamento das Linhas Hartmann e Linhas Curry, tensões geopáticas, energias telúricas (provenientes da Terra), energia elétrica (subestações elétricas próximas às residências), energia de falecidos, veios de águas subterrâneas (esgotos), lençóis freáticos e objetos mal organizados no ambiente.

Há doenças que podem ser causadas pela combinação de energias nocivas tais como energia radioativa (Radon, Urânio- Tório), elemento gasoso proveniente das falhas geológicas alia- das à energia eletromagnética de subestações. A emissão dessas energias sobre o ser humano, sendo contínua em determinados locais, danificam e debilitam as glândulas (hipófise, pineal, timo, glândulas genitais). Consequentemente provocam alteração metabólica, desorganizando a formação celular, causam alguns tipos de câncer de medula (leucemia), doenças no cérebro, depressão, estresse, distúrbios do sono, cãibras constantes, falta de concentração, baixo rendimento escolar, irritabilidade, cansaço excessivo (e sem causa aparente mesmo após acordar), reumatismo e artrite. Doenças como o câncer, muitas vezes estão associadas a correntes de energia telúrica. Tal energia acessa o dormitório do doente pois, a cama pode estar sobre falhas geológicas aliadas a energia radioativa do solo.

O gato sempre deita sobre cruzamento de linhas magnéticas da Terra (Linhas Hartmann), sobre veios de água subterrânea e sobre locais de fortes radiações telúricas (emissores de energias negativas). O gato absorve esse tipo de energia que lhe faz bem e ao mesmo tempo retém parte dessa energia. Através do pelo o gato transmuta a energia negativa em positiva. Os gatos têm esse privilégio!

Os cavalos e vacas que dormem em currais, sobre estes locais, adoecem e morrem. Nem os cães suportam deitar sobre estes cruzamentos de linhas.

Os formigueiros são construídos sobre o cruzamento de linhas magnéticas da Terra (Linhas Hartmann) e os veios de águas subterrâneas.

As abelhas sempre constroem sobre o cruzamento de linhas magnéticas da Terra (Linhas Hartmann) e produzem mel em maior quantidade e de melhor qualidade.

A energia telúrica é gerada no centro da Terra e é emitida perpendicularmente na superfície. Diversos radiestesistas pesquisaram a maneira pela qual a energia escapa da crosta terrestre. Foi constatado que a energia forma verdadeira malha com paredes verticais e perpendiculares entre si. O médico, cientista e radiestesista alemão, Dr. Ernest Hartmann, aprofundou o estudo sobre as energias telúricas e constatou a malha energética da Terra. Daí a principal malha energética da Terra ser denominada hoje como Rede Hartmann. Essa rede é retangular e mede de Norte a Sul cerca de 2 metros, de Leste a Oeste cerca de 2,5 metros. As paredes (espessura) desta rede medem aproximadamente 21 cm, podendo aumentar em até 80 cm em dias de lua cheia. Além dos efeitos lunares as bandas verticais da Rede Hartmann (Rede H) captam as influências dos movimentos sísmicos e dos testes nucleares. Pesquisas já provaram que a Rede H está presente até 2000 metros de altitude. Satélites russos, com fotografias infravermelhas, comprovaram a imensa malha icosaédrica envolvendo a Terra (a Rede H).

Os cruzamentos dessa malha (Rede H), também são denominados de “pontos geopatogênicos”, pois emitem energia (raios gama e V- E) muito forte e altamente prejudicial à saúde, sobre- tudo quando a pessoa permanece por muito tempo sobre esses cruzamentos (dormindo, trabalhando ou em lazer).

O efeito dessa energia é nocivo sendo importante causador de câncer.


A = Nó Geopatógeno

Há 5.000 anos os chineses já conheciam o perigo desses cruzamentos pelo Feng Shui (técnica que envolve conhecimento de Radiestesia e Geobiologia) e não permitiam a construção de casas antes da verificação do terreno. Os “pontos geopatogênicos” foram denominados pelos antigos chineses de “porta de saí- da do dragão” ou “veias do dragão”.

As linhas da Rede H, nos dois sentidos, têm alternadamente carga positiva (+) e carga negativa (-). Assim os “pontos geopatogênicos” poderão ser de três tipos:

Positivos (+ com +), negativos (- com -) e bipolares (+ com -).

A exposição a esses pontos gera o “estresse geopático” que debilita o organismo e favorece os processos patológicos. Os efeitos fisiológicos do “estresse geopático” incluem, entre outros, os seguintes:

a) Trocas de polaridade da membrana celular, gerando ionização anômala.

b) Alteração de ressonância protônica das moléculas proteicas.

c) Anomalias das ligações de hidrogênio.

d) Desequilíbrios hormonais.

e) Desvios dos valores de pH.

Dependendo da polaridade do “ponto geopatogênico”, as manifestações do “estresse geopático” serão diferentes.

Tipos de manifestações

a) Estresse negativo: - com - (negativo com negativo) –Yin.

O campo negativo extrai energia do organismo e provoca desordem hipoenergética predispondo esse organismo a processos degenerativos e malignos. Exemplos: fadiga crônica, artrite, hipotensão arterial, esclerose múltipla, câncer. É frequente a in- versão do spin da molécula proteica na célula.

b) Estresse positivo: + com + (positivo com positivo) - Yang.

O campo positivo provoca acúmulo de energia gerando desordens hiperenergéticas tais como hipertensão arterial, enxaqueca, derrame, infarto do miocárdio, psicose. Há ainda a predisposição ao alcoolismo. Nas crianças ocorre ataques epileptiformes.

c) Estresse misto ou bipolar: + com - (positivo com negativo) - Yin-Yang.

As manifestações patológicas são mistas devido ao caráter bipolar do “ponto geopatogênico”. As alterações mais frequentes são aquelas relacionadas à polaridade predominante.

Nem toda pessoa exposta a esses pontos nocivos da Rede H terão doenças. Os fatores condicionantes da geopatogenicidade, entre outros, são os seguintes:

a) Grau de resistência biológica.

b) Grau de resistência psicológica.

c) Hábito de vida (alimentação incorreta, fumo, álcool, droga e intoxicação medicamentosa).

d) Poluição eletromagnética ambiental.

e) Ondas de formas nocivas ambientais.

Além da Rede Hartmann, há também a Rede Curry, descoberta por outro médico alemão Dr. Alfred Curry. A Rede Curry segue a direção nordeste-sudoeste e sudeste-noroeste e possui o distanciamento de aproximadamente 4 m nos dois sentidos. Tais cruzamentos também são nocivos. Quando há superposição do cruzamento da Rede Hartmann com as linhas da Rede Curry, a nocividade é bem maior.

Há fatores que são potencializadores dos pontos geopatogênicos quando coincidem com o cruzamento da Rede Curry com destaque: veios de água, cruzamentos de rios subterrâneos, fissuras geológicas, cavidades subterrâneas (cavernas, galerias, tubulações, poços), veios metálicos, ruptura na composição do subsolo (areia com argila formando a falha seca).

Há meios de neutralizar os problemas causados pela Rede Hartmann. Aplicar a acupuntura no solo, com pedra de compensação (menir de tamanho reduzido), varas de aterramento cobre- adas ou pedras semipreciosas. No caso de pedras semipreciosas e varas de aterramento é interessante fazer a geopuntura em dois pontos “estrela” onde passa a linha Hartmann. Marcar o ponto que esteja logo antes do cômodo (ambiente) e outro ponto que esteja logo depois do cômodo (ambiente). Também pode ser usa- do algum material inserido na vertical da influência da Rede Hartmann e que isola a influência negativa. Pode ser usada placa de cortiça ou o tapete de fibras naturais (lã, sisal). No caso da cama de dormir pode ser colocado entre o estrado e colchão ou no chão. No caso da lã e do sisal é importante levá-los ao sol cada trinta dias a fim de "descarregar" as energias impregnadas.

Você já ouviu dizer que todos os moradores de determina- da casa tiveram o mesmo tipo de problema, ou a mesma doença dos antigos moradores? Primeiro exemplo: a pessoa, ao mudar de endereço percebeu que tudo começou a dar errado, apareceram muitos problemas. Segundo exemplo: o ponto comercial é “micado” e não atrai clientes, a pessoa deseja vender o imóvel e não consegue, pois os clientes olham, até gostam, mas não compram.

A Geobiologia estuda a causa dos fatores de risco que podem estar associados à insalubridade do local (residência, ambiente de trabalho ou no campo). Tais fatores podem ter persas origens:

A) Origem natural das perturbações geobiológicas. As correntes de água subterrânea, as falhas geológicas, as redes telúricas e as chaminés cosmotelúricas;

B) Origem artificial das perturbações geobiológicas. Aspectos arquitetônicos (proporções desarmônicas), o tipo de material de construção utilizado (materiais tóxicos), a poluição eletromagnética (redes de alta tensão, aparelhos eletroeletrônicos, antenas de telefonia celular, etc.), qualidade interna do ar, emissões de compostos orgânicos voláteis (COVs), poluição sonora, iluminação inadequada (falta de luz natural), poluição visual, temperatura ambiente, umidade e uso de materiais sintéticos. Tais fatores de risco são considerados no momento da pesquisa e da prospecção do local. O desequilíbrio no ambiente e o tempo de exposição em relação a alguns desses fatores podem causar danos à saúde. Tais fatores aliados à falta de contato com a natureza, excesso ou deficiência de alimentação, hábitos de vida sedentários, interrompem nossa capacidade de regeneração. Saber reconhecer esses fatores e entendê-los ajuda-nos a tomar medidas necessárias cujo objetivo será restabelecer o equilíbrio e a harmonia do ambiente tornando-o saudável.

O elemento fundamental na manutenção da biosfera terrestre é a interação entre as forças cósmicas e telúricas. O equilíbrio dinâmico e a harmonia vibratória do campo cosmotelúrico ocorre quando há compensação das forças de polaridade positiva (raios cósmicos) com as forças de polaridade negativa (raios telúricos). Quando ocorre a ruptura de forças compensadas, consequentemente ocorrerá a emissão de ondas nocivas.

Nas décadas de 20 e 30 o físico Georges Lakhovsky demonstrou estatisticamente como a natureza do solo pode afetar a radiação e produzir câncer. Quando o solo é permeável aos raios cósmicos, ocorre boa compensação de forças e o ambiente vibratório é saudável. Quando o solo é impermeável reflete os raios cósmicos, joga na superfície e deforma o campo local. Os solos impermeáveis são constituídos por argilas, margas (calcário argiloso), extratos carboníferos, xistos e minério de ferro. Tais solos são condutores de eletricidade.

Os solos não condutores (dielétricos) são permeáveis aos raios cósmicos, são constituídos por areia, arenito, grés, saibro, gipso e rochas cristalinas. O solo será tanto mais saudável quanto menor a condutividade elétrica.

É do conhecimento dos radiestesistas que certas regiões do ambiente emitem padrões de energia prejudiciais a saúde. Há registros e estatísticas da medicina ortodoxa que mostram a correlação entre certas áreas geográficas/geológicas, com a incidência de doenças específicas.

Os radiestesistas franceses denominaram esta energia maléfica de Verde Elétrico Negativo (V- E). Esta faixa de radiação se localiza no espectro das radiocores, entre as cores brancas e o preto. Este feixe de energia é tão forte que pode matar bactérias e até mumificar carne!

Chaumery e Belizal pesquisaram e descobriram que a faixa do Verde Negativo (V-) funciona como onda nociva. Eles subdividiram essa faixa (V-), em ondas Alfa e Beta. As ondas Alfa emanam das cavidades do subsolo e de fendas geológicas; as ondas Beta originam de correntes de água contaminada, às vezes denominadas de “correntes negras” de água subterrânea.

Além das ondas Alfa e Beta há as ondas Theta, Nu e Zeta, que derivam da radioatividade comum, ou das radiações nocivas emitidas pelos aparelhos de televisão. E há as ondas produzidas pela própria fiação elétrica da casa, que podem afetar adversamente algumas pessoas.

Foi feita a análise em casa que apresentava vários desequilíbrios orgânicos. Além de problemas nos chacras e consequentemente nos corpos sutis, foi detectada a tensão geopática. Essa tensão estava no quarto que a pessoa dormia (embaixo da cama) onde passava o tubo de esgoto subterrâneo de grande seção transversal. Como este tubo não podia ser removido, a solução foi fazer a grande bobina de cobre no próprio tubo de esgoto, envolvendo todo o comprimento do quarto, drenando toda a energia. Após essas modificações a pessoa confirmou que nunca tinha sentido tão bem desde que habitava aquela casa.

Obviamente há pontos magnéticos neste planeta que são fontes de admiráveis poderes curativos. Temos que nos conscientizar dos aspectos tanto positivos quanto negativos das radiações emitidas pelo corpo vivo do nosso planeta Terra.

Em alguma vez na vida já estivemos presentes em casas com ambiente opressivo e desagradável. As pessoas da casa eram receptivas e tudo faziam a fim de agradar e acolher, mas mesmo assim sentimos cansaço e nossas forças pareciam fugir. Quantas pessoas atualmente vivem este drama em suas próprias casas!

Muitos terapeutas confirmam que a resposta ao tratamento de pessoas expostas a radiações telúricas ou cruzamentos das Linhas Hartmann é lenta, por permanecerem nos locais energeticamente doentes. As pessoas podem até responder bem no início do tratamento, mas depois não progridem e os sintomas reaparecem.

A Geobiologia como ciência se tornou evidente porque nós não estamos conscientes do meio em que vivemos. Por não entender o que nosso corpo está revelando deixamos o corpo “falando sozinho”. Quando aprendermos a importância de ler a Terra, saberemos que nosso planeta reflete exatamente o que temos por dentro. O sistema que compõe o ser humano é a miniatura do sistema que compõe a Terra.

Em ciência tudo surge a partir de experiência. Por mais meritória que seja a experiência, é necessário repetir vários testes. Em Geobiologia devemos fazer vários testes.

“O mínimo movimento de um dado repercute até o fim do mundo” (Aristóteles).

Todos os corpos emitem radiações que se espalham na atmosfera.

A Física (atômica - molecular - nuclear) confirma experimentalmente, que os corpos emitem radiações.

Há radiações físicas (fenômeno físico-químico); radiações mentais (ondas cerebrais comprovadas pela medicina através do eletroencefalograma); ressonância (fenômeno de simpatia entre dois elementos iguais – sintonia de estação de rádio); campo vibratório (radiações perceptíveis dos corpos) que na radiestesia é denominado campo de influência. Estamos constantemente expostos a influências das radiações eletromagnéticas.

A radiação eletromagnética é a junção do campo elétrico oscilante com o campo magnético que viaja pelo espaço mediante ondas. A radiação tem dupla natureza, onda-partícula, supostamente são correntes de fótons que deslocam por meio de ondas, com velocidade única no vácuo, c = 3.108 m/s, variável em função dos materiais e longitude de onda. Os campos elétricos e magnéticos são perpendiculares entre si e ambos formam ângulo reto com a direção de propagação.

x = Campo magnético
y = Campo elétrico

Quando a radiação eletromagnética interage com a matéria, ocorrem processos de absorção, transmissão e emissão. Nesses processos são produzidas mudanças de energia regidas pelo postulado de Bohr (mecânica quântica).

As mudanças biológicas ocasionadas pelos campos eletro-magnéticos de baixa frequência e baixa intensidade são motivo de polêmica em relação ao equilíbrio do ambiente, porém há necessidade de avançar nas investigações.

O ser humano é de natureza eletromagnética. Em frações de segundo leves correntes biológicas conduzem as funções do nosso corpo e das células. O cérebro e o sistema nervoso central são estimulados por mínimas correntes elétricas. O coração é gerador de campo magnético, cujas correntes podem ser registradas por meio de eletrocardiograma em qualquer adulto. O metabolismo, o sistema imunogênico e as funções hormonais são monitoradas pelo campo magnético terrestre.

O equilíbrio eletromagnético do organismo é continuamente perturbado por irradiações artificiais milhões de vezes mais intensas. Todos os cabos elétricos geram campos elétricos. Geralmente desconhecemos o caminho que esses fios percorrem dentro das paredes. Os fios influenciam fortemente nossos órgãos eletro-sensíveis. 

Influência é definida como poder, ação de algum objeto sobre outro objeto. A geobiologia demonstra que as águas subterrâneas e as falhas geológicas, localizadas a diversos metros sob o solo, geram influência na superfície do solo. Essas influências repercutem verticalmente e alteram o funcionamento celular dos organismos vivos provocando o desequilíbrio metabólico expresso por diversos sinais ao longo do tempo.

O campo magnético terrestre é cortado por linhas de força, de alto padrão vibracional na direção dos pontos cardeais (norte, sul, leste, oeste), com a distância aproximada de 2 metros entre si. Os cruzamentos dessas linhas são prejudiciais à saúde dos organismos vivos e o efeito nocivo pode ser potencializado se os cruzamentos das linhas estiverem situados sobre falhas geológicas ou água subterrânea.

Nem a água, nem a falha geológica são nocivas por si só. O corpo tem a capacidade de absorver e processar essas influên- cias até certo limite, porém a exposição a este tipo de manifesta- ção natural por longo período de tempo é prejudicial.

 

A água

A água é fundamental à manutenção da vida dos organismos vivos. As melhores águas são aquelas sem poluições. Quando a corrente de água atravessa camadas de terrenos com polaridades opostas, as radiações tornam-se violentas e até nocivas.

Segundo BUENO (1991), as correntes subterrâneas de água emanam superficialmente na vertical. Energias procedentes desse subsolo, com poder destrutivo, tornam-se muito nocivas à saúde dos organismos vivos.

A água, pela capacidade de carrear informações, assume características e guarda registros do local. A água adquire características elétricas ao passar sob a linha de alta tensão e adquire conotação suave próxima ao som de música clássica. Tal propriedade ocorre porque a molécula da água é bipolar, com o polo positivo, formado por dois átomos de hidrogênio, e o polo negativo, constituído pelo átomo de oxigênio. Dependendo como é o processo a água é polarizada de maneira diferente, guarda e carreia a informação específica do local. Na elaboração do preparado homeopático a água guarda a informação da substância (mineral, animal ou vegetal) usada no preparo.

Assim também a água guarda registros e gravações peculiares de cada local em função do padrão vibracional dos moradores. Nosso corpo é 70% água, logo precisamos pensar seriamente não só como cuidamos da água que nos cerca, mas também da nossa água corporal.

Os estudos do biofísico alemão Petter Ferreira (influência da água e das estruturas cristalinas como os sais sobre os humanos) e do médico naturista japonês Masaru Emoto mostram na prática como a música, as cores, as vibrações alteram a estrutura interna da água.

O Barão Gustav von Pohl, na década de 30, realizou estudos que ainda hoje nos deixam perplexos. E não fosse pela publicação de seus trabalhos e pela exaustiva documentação, assim como, a ratificação oficial por parte de autoridades médicas das cidades estudadas, seria difícil acreditar.

“(...) Era desconcertante comprovar que todos os casos mortais de câncer aconteciam sobre uma linha bem definida, percorrida por intensas correntes subterrâneas de água. Com apoio de minhas varetas (Dual Rod), segui essa linha de corrente e assinalei no solo as casas, inclusive determinei as habitações e a posição das camas onde as pessoas haviam morrido de câncer. A fim de que meus estudos se mostrassem à margem de toda suspeita, solicitei a colaboração de autoridades oficiais e comissário da polícia.

Desta maneira, me apresentei em dezembro de 1928 em Vilsbiburg, situada sobre um afluente do Danúbio, na Baixa Baviera. Sem perguntar a ninguém e controlado pela polícia, investiguei somente com a ajuda da vara radiestésica e de minhas deduções, fruto da minha experiência. Essa cidade tinha 3300 habitantes, 565 casas e 900 moradias...

Quando comecei minhas investigações em Vilsbiburg, pedi à polícia que confeccionasse uma lista com o nome das pessoas que tivessem morrido de câncer assinalando o lugar onde viviam e indicando a posição de sua cama na casa. Fique claro que esta lista não me foi mostrada; permaneceu no cartório e somente quando foi terminada minha investigação é que estabelecemos a comparação. Todas as notas sobre meu croqui encontraram confirmação na minha lista de registro de morte por câncer.

Pude assim provar o que predizia. Os 54 casos mortais de câncer em Vilsbiburg, assinalados em meus planos com um X, foram confirmados pelos atestados de óbito arquivados no cartório."

A geobiologia utiliza padrões de nutrição hídrica e pela radiestesia obtém informações gravadas na água e no ambiente.

 

Tipos de Água

Na visão da geobiologia há três tipos de água:

a) Veio de água subterrânea

b) Lençol freático

c) Águas canalizadas

 

Veios de Água Subterrânea

O veio de água subterrânea é como o rio que passa abaixo da superfície do solo. Pode ser encontrado por perfurações no solo. O atrito das moléculas de água com o solo gera perturbações energéticas que propagam no sentido vertical e produzem alteração energética sutil na matéria que a água encontra no percurso. São alterações normais e todos os organismos vivos saudáveis assimilam normalmente sem dano algum à saúde.

A exposição por tempo prolongado pode romper a capacidade orgânica de assimilação do organismo, principalmente se o indivíduo estiver com o sistema imunogênico debilitado. Os problemas podem variar, de lesão tecidual até as ineficiências do sistema imune. Quanto mais forte for o veio de água, maior a influência da ressonância. O corpo quando exposto à água perturbada conecta-se por similitude às radiações aquáticas. Em seguida passa a vibrar junto e com a mesma intensidade dessas radiações (lembre-se: 70% do nosso corpo é água). As sensações físicas do nosso organismo provocadas pela água subterrânea estão relacionadas com nossa água corporal.

Algumas plantas crescem tortuosas desviando dos veios de água, outras plantas já se desenvolvem bem nestes locais, como as figueiras. Os organismos vivos “atraídos pelas radiações” são as plantas e animais que desenvolvem ou crescem normalmente sobre correntes de água subterrânea. “Atraídos pelas radiações” são as cerejeiras, as ameixeiras, os pessegueiros, os sabugueiros e os viscos. Os carvalhos você deve evitar, dos pinheiros você deve fugir. Nos ambientes fechados, o Aspargo, Aralia e a Tília são atraídos pelas radiações.

A macieira plantada sobre o cruzamento de dois veios d’água cresce retorcida e com grande protuberância no tronco, fica raquítica e não produz frutos. Os animais que vivem em liberdade procuram o local adequado e vivem normalmente. Os animais criados em estábulos são prejudicados. Os animais “sensíveis às radiações” evitam os veios d’água. Quando não conseguem perceber, os animais adoecem.

Entre os animais “sensíveis” às radiações estão o cão, o cavalo, a vaca, o porco, as galinhas, e os pássaros. O cão, normalmente obediente, torna-se arredio quando o dono insiste em deixá-lo no local de radiações fortes.

As abelhas domésticas têm maior produção de mel quando estão sobre locais de fortes radiações; as colmeias costumam ser formadas sobre o cruzamento de veios. As bactérias e os vermes que atacam os organismos vivos têm preferência quando as pessoas e animais estão deitadas sobre locais de fortes radiações (isso acontece, por exemplo, com os bacilos da tuberculose). Nestas condições se reproduzem rapidamente nos organismos.

Os raios de tempestades caem somente em locais onde se cruzam dois veios d’água com grandes diferenças de profundidade (pesquisas confirmadas pelo advogado de Munique, o Dr. Deibel, em mais de cem propriedades rurais).

Entre os animais “atraídos por radiações” estão os gatos, as abelhas, as formigas, os insetos, as bactérias e os vermes. O gato sempre se deita sobre o cruzamento de veios, sempre em local de fortes radiações. As formigas e também as abelhas selvagens sempre constroem suas casas sobre algum cruzamento de veios d’água.

 

Lençol Freático

O lençol freático é tido como o lago subterrâneo, normalmente formado por águas pluviais (de chuvas) que acumulam nos espaços vazios da Terra. A água do lençol freático emana (a água no estado gasoso libera informações nela contida) menor vibração por ficar parada (estagnada).

A pessoa afetada por este tipo de vibração (movimento das moléculas de água) pode manifestar depressão, baixa vitalidade, perda de otimismo e menor vontade de viver.

 

Águas Canalizadas

Incluem os esgotos e as águas canalizadas. Comportam-se normalmente como veios de água subterrânea. Provocam maior debilitação geral por causa do fluxo contínuo de água levar ou dissolver a vitalidade dos organismos que estão sobre tais pontos.

Instalações hidráulicas feitas na parede cujo lado oposto se encontra a cabeceira da cama, normalmente causam muito infortúnio à pessoa do dormitório (perda de foco, perda de concentração e dificuldades de coordenar ideias).

 

Falha Geológica

São fendas no terreno produzidas pelo encontro de duas massas diferentes de solo. As falhas geológicas causam mudanças na emissão de energia bioticamente equilibrada, provocam distorções e anomalias. Nestas falhas forma-se o campo eletromagnético anômalo e causador de estresse ou doenças nos organismos vivos que vivem sobre essas estruturas ou falhas geológicas.

A = Falha
B = Passagem Linhas Hartmann
C = Linhas Hartmann
D = Zona Neutra
E = Corrente Água Subterrânea

Casa saudável é a concepção da habitação como agente da saúde dos moradores (OMS-OPAS). É o enfoque positivo da Biologia da Construção, também conhecida como Geobiologia. A Geobiologia entende a casa como fonte de saúde e não de doenças. A nossa habitação é como a terceira pele, das cinco que temos. Nossa primeira pele é a orgânica, que cobre nosso corpo. A segunda são as nossas vestimentas, que devem ser tão seletivamente permeáveis quanto a primeira. A terceira pele é a nossa casa. A quarta, nossa cidade, vila, lugarejo ou casa no campo. A quinta é mais abrangente, é a Terra, habitat de todos os organismos vivos. Todas estas cinco peles ou órgãos devem trabalhar em conjunto e são partes do organismo.

Utilizando metáforas descrevemos esta terceira pele em relação ao nosso próprio corpo. Toda construção é considerada como estrutura viva composta de anatomia e fisiologia particular, que confere, em sua conjunção, a característica saudável ou não ao ambiente. Paredes, solo, telhado, vigas de sustentação, janelas e portas são como estruturas semelhantes à pele, aos pés, à cabeça, aos ossos, músculos, poros e orifícios do corpo humano. As vigas de sustentação seriam os ossos da casa. As paredes são músculos, conectando os ossos. A maneira como é feita esta conexão é função dos tendões, pois possibilitam maior ou menor elasticidade e recursos ao ambiente. O revestimento das paredes, os acabamentos e tintas podem ser interpretados como a pele da casa. Daí a necessidade de encontrarmos materiais saudáveis, que possam promover a respiração cutânea desse imenso organismo que habitamos e denominamos de “lar”. Se taparmos todos os poros do nosso corpo, morreremos rapidamente asfixiados, embora continuemos a respirar pelos pulmões. Também através da pele eliminamos grande parte de nossas toxinas. 

Há descaso com relação a este assunto entre os engenheiros e arquitetos que, normalmente, apenas buscam a função plástica das paredes e dos revestimentos, esquecendo da função fisiológica do bem-estar do lar (muitas vezes desconhecida).

O solo e o teto da casa também são fundamentais, pois estabelecem a conexão Céu-Terra. O teto é o ponto de contato com o Céu (tem sido esquecido e continuamente ocultado pelas luzes urbanas). O piso é o ponto de contato com a Terra. Desse modo, é interessante pensar no chão como algo que conecte ou reconecte os habitantes da casa ao planeta Terra. Não devemos nos isolar ainda mais do planeta. A Terra não é suja e nem é impura! Vemos crianças impedidas de tocar o solo pelos sapatos. Nas cidades as casas têm pisos isolantes e são usados materiais de limpeza cada vez mais potentes. Há distanciamento dos locais onde podemos ter o contato direto com a Terra. Não será surpresa alguma se esta geração de crianças for portadora de tantas alergias e doenças crônicas, já que não tiveram a oportunidade de desenvolver seu sistema imunogênico.

Continuando a metáfora, as janelas e as portas são as vias de entrada e saída de energia. As portas corresponderiam à boca e ao ânus, enquanto as janelas aos ouvidos, nariz e olhos. É, portanto, fundamental que haja a via de entrada de energia na casa. Habitações com diversas portas tendem a ficar com a energia muito dispersa ou indecisa e sem a coesão necessária. As definições precisam do objetivo e do fluxo do ambiente. Assim, podemos encontrar muitas casas de moderna arquitetura que, ao longo de um ou dois anos, causam incoerência mental tão grande aos moradores que as pessoas perdem a capacidade de definir e decidir os rumos de suas vidas.

As falhas geológicas, os veios de água subterrâneos e as linhas eletromagnéticas compõem o complexo circulatório, o linfático e o sistema de meridianos, respectivamente. Há intercâmbio forte entre as águas e as falhas geológicas. É importante a conexão das falhas geológicas e água subterrânea com as linhas do campo de força da Terra. As linhas de campo de força assumem a total circulação de energia da edificação na ausência das falhas e das águas. As estruturas das construções precisam, portanto, estar adequadamente situadas. O fluxo de energia, a água e os nutrientes devem estar devidamente equilibrados. Assim a casa recebe a correta medida de forças e tensões, propiciando o ambiente saudável. Os bloqueios ocasionam distúrbios ambientais que refletirão nos organismos vivos habitantes.

Os órgãos da casa são estabelecidos de acordo com a ocupação dos cômodos pelos respectivos moradores. Também devem estar de acordo com a função que os órgãos exercem no conjunto. A cozinha, analogicamente, é a parte digestória. Os banheiros se relacionam à função excretora. O quarto principal é identificado com a função sexual, na dimensão física e emocional. Estes são exemplos de atribuições metafóricas de cada cômodo da casa. É algo continuamente estudado e que merecerá destaque especial no futuro.

O principal objetivo da Geobiologia, é analisar a relação entre os organismos vivos e o local onde habitam. Esta relação é tão importante quanto a que se estabelece entre os organismos e a alimentação. O lugar deve fornecer energia biológica de qualidade aos moradores, criar condições favoráveis à expressão da vida de modo natural e harmonioso. O ambiente pode ser o responsável pela desnutrição energética dos habitantes enquanto em desarmonia.

A prática geobiológica será instrumento potencializador do equilíbrio e da cura do ambiente pela harmonização. Algumas recomendações importantes que ajudarão você viver bem em sua casa.

a) A cabeceira da cama deverá ser alinhada com o Norte. Se não for possível, a segunda opção é a cabeceira voltada ao leste (nascer do sol). Isso proporciona sonos de qualidade.

b) Evite na cabeceira da cama qualquer aparelho elétrico, pois emite radiações que afetam e debilitam nosso organismo.

c) O campo eletromagnético produzido por tomadas interfere na qualidade do sono, por isto evite camas próximas das tomadas.

d) Mantenha plantas em sua casa. Os vegetais purificam o ar e retiram conteúdos nocivos dos ambientes (tal como formaldeído e o benzeno). A NASA já constatou a eficácia das plantas no ambiente doméstico.

e) A Geobiologia trabalha o equilíbrio ambiental pelas cores. A residência fica com o ambiente interno calmo e os moradores ficam equilibrados.

f) Evite decoração que represente sofrimento, guerras, fome e outras mazelas do mundo. Faça decorações com quadros alegres, principalmente a sala.

g) Mantenha a distância mínima de três metros dos aparelhos de TV. Fuja dos aparelhos de plasma, pois consomem muita energia e aumentam a temperatura ambiente em até 10 graus (exemplo: Televisores LCD usam a tecnologia do cristal líquido).

h) Mantenha as janelas da casa sempre abertas, assim a energia circula e é renovada pelo vento.

i) Evite os carpetes pois são apontados como fatores responsáveis pelo grande aumento de problemas respiratórios e alérgicos.

j) Valorize e dê atenção à sua percepção e sua sensibilidade. Muitas pessoas já foram livradas de problemas porque ao entrar no ambiente não se sentiam bem e desistiram de alugar algum imóvel. Tempos depois ouviram falar do que havia acontecido naquele local.

 

Muitas pessoas, por medo de serem criticadas não falam de suas sensibilidades. Criatividade e sensibilidade nos levam a entender a superioridade das leis naturais da vida e dos organismos vivos. Evite pensar que leis da natureza devem servir aos nossos prazeres. Prazer é diferente de saúde.

Talvez o afastamento da natureza nos tem levado ao estado atual de crise profunda e permanente. Somos conscientes das ferramentas que orientam e constroem a sociedade com mais respeito à VIDA, AO AMBIENTE E À INTEGRIDADE HUMANA.

Que cada leitor deste caderno tenha consciência do significadodas forças da natureza. Que cada leitor faça sua parte,encontre seu lugar de paz, construa a harmonia, a saúde ea felicidade no meio que habita.

“O campo do saber é tão infinito, quanto infinito é o próprio Deus, Autor de todos os segredos da natureza”.

 

Referencia bibliográfica

Aresi, A. Radiestesia Hidromineral e Medicinal. São Paulo: Ed. “Mens sana”, 1982. 152p.
Bueno, M. O Grande Livro da Casa Saudável. São Paulo: Ed. Roca, 1995. 279p.